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Concessão da BR 251 avança após leilão e reforça luta histórica das entidades do Norte de Minas

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ACI destaca participação ativa na construção do projeto e cobra execução de melhorias alinhadas às demandas da população

A concessão da BR 251, integrada ao lote Rota das Gerais, entra em uma nova fase após a realização do leilão nesta terça, 31 de março de 2026, vencido pela EcoRodovias, com previsão de R$ 7,3 bilhões em investimentos ao longo do contrato. O avanço é resultado de um processo que contou com forte mobilização das entidades regionais, entre elas a Associação Comercial Industrial e de Serviços de Montes Claros, que participou ativamente da audiência pública promovida pela ANTT no dia 3 de fevereiro, em Montes Claros.

Na ocasião, a ACI, representada pela então presidente Dra Gislayne Lopes Pinheiro, ao lado de lideranças e instituições como AMAMS, CDL, FIEMG, Sociedade Rural, Maçonaria e representantes do poder público, apresentou um parecer técnico consolidando as principais demandas da região para o edital de concessão das BRs 116 e 251. O projeto debatido previa investimento de R$ 7,2 bilhões, com contrato de 30 anos e abrangência de 734,9 quilômetros.

Mais de 50 sugestões foram protocoladas durante a audiência, refletindo preocupações históricas da população e do setor produtivo. Entre os principais pontos defendidos pelas entidades, destacam-se a revisão dos valores de pedágio e a ampliação dos trechos de duplicação, considerados insuficientes frente ao volume de tráfego e à periculosidade da rodovia.

O documento técnico apresentado pelo especialista Diego Suzano, em nome da União das Entidades, também propôs intervenções estruturantes, como a duplicação integral das serras de Francisco Sá, São Calixto e Vacaria, em Salinas, além da construção de oito áreas de escape em pontos críticos, implantação de sistema de pedágio eletrônico free flow e redirecionamento de recursos para ampliar os investimentos diretos na infraestrutura da via.

Outro ponto de atenção levantado foi o desequilíbrio na distribuição dos investimentos. Segundo o especialista, a modelagem apresentada à época indicava que a maior parte dos recursos estaria concentrada na BR 116, enquanto o Norte de Minas arcaria com custos significativos de pedágio sem a contrapartida proporcional em melhorias na BR 251.

As entidades e lideranças políticas acompanham essa pauta há décadas, reforçando a urgência de intervenções em uma das rodovias mais perigosas e estratégicas do estado. Para o presidente da ACI, Dennison Caldeira Rocha, o momento exige atenção redobrada. “A concessão representa um avanço importante, fruto de uma mobilização histórica das entidades e da sociedade. Agora, nossa responsabilidade é acompanhar de perto a execução do contrato, garantindo que as obras atendam às reais necessidades da região e que os valores de pedágio não comprometam a competitividade e o desenvolvimento do Norte de Minas”, afirma.

Com a definição da concessionária, cresce a expectativa por melhorias efetivas na BR 251, marcada por altos índices de acidentes, falhas estruturais e prejuízos logísticos. Ao mesmo tempo, as entidades reforçam que seguirão unidas e vigilantes, defendendo que a concessão cumpra seu papel de promover segurança, eficiência e desenvolvimento em um dos mais importantes corredores rodoviários do país.

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